quarta-feira, 16 de maio de 2012


UM LAÇO DE AMIZADE

Essa história começa quando o Pedrinho era apenas um pontinho de luz no ultrassom e, naquele momento, nossos corações foram inundados de amor.

Ele nasceu! E como eu sofria com o choro dele... Avó sente cada gotinha de lágrima do neto. Sim, porque choro de criança parece súplica, e a gente tenta entender o que se passa. Mas essa história não é para falar de mim, e sim do Fábio Redher, ou simplesmente e carinhosamente Fá.

Achamos que os laços consanguíneos unem as pessoas, mas, nesse caso, o Fá e o Pedrinho não eram da mesma família. Nunca vi uma ligação tão linda como a desses dois.

O Pedrinho, ainda no ventre da mãe, era paparicado pelo Fá. Lembro de uma vez que a Melissa queria comer frutas, coisa de mulher grávida e seus desejos. Era uma noite fria e chuvosa. O Fá estava saindo do trabalho, ligamos para ele e comunicamos o desejo da mãe aflita. Na mesma hora, desceu a pé uma tremenda ladeira e foi até o mercado comprar as tais frutas, sempre emanando alegria por todos os poros, sinal de sua paixão pelo Pedrinho, que era ainda um embrião, mas já se sentia agradecido e feliz.

O Pedrinho nasceu e esse carinho do Fá por ele aumentou, evoluiu, cristalizou. Muitas vezes, o Pedrinho  só parava de chorar no aconchego do colo confortável e seguro do Fá.

O tempo passou, e hoje o Pedrinho tem sete anos, mora em Santo André, e o Fá em São Carlos. Mas essa forte amizade entre os dois continua com o mesmo carinho que sempre existiu.

Enfim... Poderia falar aqui tantas coisas, lembrar momentos para mim inesquecíveis de carinho e amor da dupla.


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