UM LAÇO DE AMIZADE
Essa história começa quando o Pedrinho era apenas um
pontinho de luz no ultrassom e, naquele momento, nossos corações foram
inundados de amor.
Ele nasceu! E como eu sofria com o choro dele... Avó
sente cada gotinha de lágrima do neto. Sim, porque choro de criança parece
súplica, e a gente tenta entender o que se passa. Mas essa história não é para
falar de mim, e sim do Fábio Redher, ou simplesmente e carinhosamente Fá.
Achamos que os laços consanguíneos unem as pessoas, mas,
nesse caso, o Fá e o Pedrinho não eram da mesma família. Nunca vi uma ligação
tão linda como a desses dois.
O Pedrinho, ainda no ventre da mãe, era paparicado pelo
Fá. Lembro de uma vez que a Melissa queria comer frutas, coisa de mulher
grávida e seus desejos. Era uma noite fria e chuvosa. O Fá estava saindo do
trabalho, ligamos para ele e comunicamos o desejo da mãe aflita. Na mesma hora,
desceu a pé uma tremenda ladeira e foi até o mercado comprar as tais frutas,
sempre emanando alegria por todos os poros, sinal de sua paixão pelo Pedrinho,
que era ainda um embrião, mas já se sentia agradecido e feliz.
O Pedrinho nasceu e esse carinho do Fá por ele aumentou,
evoluiu, cristalizou. Muitas vezes, o Pedrinho só parava de chorar no aconchego do colo
confortável e seguro do Fá.
O tempo passou, e hoje o Pedrinho tem sete anos, mora em
Santo André, e o Fá em São Carlos. Mas essa forte amizade entre os dois
continua com o mesmo carinho que sempre existiu.
Enfim... Poderia falar aqui tantas coisas, lembrar
momentos para mim inesquecíveis de carinho e amor da dupla.

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