segunda-feira, 14 de maio de 2012


Síndrome da segunda-feira.

Venho trabalhar devagar, quase parando, em marcha lenta. Demoro pra pegar no tranco, e isso só acontece lá pelas 18h00min.
Na segunda, é quando bate mais a saudade de Fernando. Engraçado, parece que final de semana tiro uma trégua e é só alegria, nada de relógio, nada de tarefas a cumprir.

Sei que não gosto de rotinas e trabalhar é uma rotina às vezes enfadonha, quando repetimos tarefas corriqueiras. A minha relação com Fernando trazia um pouco de excitação, era o tempero que fazia minha segunda mais interessante.

A minha relação com ele, lógico, que não pautava só pelas minhas segundas-feiras. Ele fazia parte do meu dia a dia. Apesar de ficarmos tão pouco tempo juntos, falávamos quase todos os dias por telefone, sabia do dia dele e o que estava fazendo e hoje esse silêncio. Ouvir a voz dele acalentava meu coração. Como é difícil deixar um amor quando ele bate em meu coração e sei que ele pensa em mim. Por isso, essa energia. Estamos ainda ligados.

Hoje olhei a foto dele, sei que não devia, e que saudades de ver aquele rosto que tantas vezes beijei e acariciei. Por que a vida nos prepara essa cilada? Sei que temos o livre arbítrio, mas estava escrito que eu e Fernando e nossos caminhos iriam se cruzar um dia.
Com ele vivi o céu e o inferno. Fui feliz, cada minuto juntos era aproveitado ao máximo, pq sabia que ele ia embora e a espera de outro momento que viria.
Ter que virar as costas, seguir em frente quando ainda não acabou no coração, ser forte e não retroceder acreditando que o tempo ameniza e o novo liberta.

Sinto saudade do toque, do beijo, do cafuné e do aconchego aninhado em seus braços.
Sinto falta das nossas risadas, de quando preparávamos algo para beber.
Sinto falta da tranquilidade que vinha depois de saciarmos a saudade do corpo um do outro e o soninho gostoso sentindo a sua respiração bem juntinho a mim.
Sinto falta dele e muitas... Mas tenho que continuar. A saudade vem, mas em contrapartida a certeza de que nada vai mudar, ele vai continuar com a sua vida porque não quer desfazer velhos elos formados em sua vida e não fazer sofrer entes queridos.
O que me move é saber que preciso mais, mereço mais e, se aceitar viver esse amor da forma em que vivi esses quase cinco anos, lá na frente irei lamentar ter vivido algo pela metade, não sou uma mulher pela metade, preciso mais.
Quero alguém para compartilhar, alguém para viajar, ir comigo ao cinema, teatros, enfim, poder planejar e viver coisas juntos e Fernando não é esse homem.
A saudade que sinto de Fernando me deixa triste. Hoje, segunda-feira tenho que resistir e não me entregar a essa tristeza que teima em fazer morada dentro de mim.
Preciso mais e não somente um amor na horizontal.








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