Ontem assisti a um filme
de 2001 que me fez pensar: Por que demorei tanto tempo? É um longa-metragem
tão singelo e bonito que recomendo.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme “delicioso” de assistir, pra cima,
alegre, alto-astral, divertido, ágil, otimista. Daqueles que você vê com um
sorriso estampado no rosto. A cara de travessa de Amélie (Audrey Tautou), seu
olhar doce e penetrante, me fez acreditar que o mundo pode ser um lugar melhor
e mais justo para viver.
Para mim, é um filme simples, mágico, único e
inesquecível.
A cena do pintor falando
com Amélie sobre a menina do quadro (é Amélie a menina do quadro) que estava
pintando: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que
criar laços com aqueles que estão presentes". Amélie: "Hummm, pelo
contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros". Pintor:
"E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?".
Novamente o pintor entra
em cena e dá um norteio para Amélie, que se encontrava confusa:
(...)"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode
suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo,
seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vai em
frente, pelo amor de Deus".
Opssssssss, parando por
aqui senão vai virar “spoiler”.
Esse filme é mágico,
daqueles que é preciso sempre ter por perto para rever e entender a vida de um outro
modo.
Você, com certeza, não
vai sair imune quando assistir essa obra encantadora, diferente e especial.
